Esta obra está dividida em quatro caminhos. O primeiro deles, dedicado a um conjunto de relações entre a poesia escrita em língua francesa, de autores como Victor Hugo, Baudelaire, Apollinaire, Max Jacob, Blaise Cendrars, Pierre Jean Jouve e Jean Grosjean, e o que se poderia caracterizar como um campo de diálogos brasileiros, em torno de Castro Alves, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida e Murilo Mendes, dentre outros. O segundo deles, de uma atenção a algo que possa se constituir como um interesse religioso por parte dessa literatura. O terceiro caminho, de reflexão sobre a tradução, que vem do desejo de ouvir alguns desses poetas de língua francesa em português. Finalmente, o quarto caminho foi pensar essas poéticas com atenção especial às suas formas e imagens, observando o que talvez tenham pretendido nos dizer, ou nos dizem ainda. Em diálogo com a atualidade de estudos sobre religiosidade e literatura no século XX, volta-se ainda a autores como o poeta camaronês Engelbert Mveng e o teólogo Romano Guardini, e a temas como os bestiários medievais, o erotismo e a voga de conversões de escritores ao catolicismo no século XX.