Cultura Acadêmica

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releases
10 de março de 2010
RELEASE

Educadora identifica fatores que restringem o espaço do brincar de crianças de 6 e 7 anos
Flávia Cristina Oliveira Murbach de Barros

Segundo a teoria histórico-cultural, o processo do brincar é um grande
aliado na construção do conhecimento sobre o mundo, possibilitando
leituras sobre ele. Entretanto, o que tem ocorrido hoje na escola de
educação infantil é a substituição das brincadeiras tradicionais pelo uso
excessivo de atividades dirigidas ao processo de alfabetização.
Paralelamente a isso, foi anunciado o recente parecer do Conselho Nacional
de Educação, que prioriza a alfabetização sem considerar as
particularidades de cada criança.

Fundamentado na perspectiva histórico-cultural, o lançamento do selo
Cultura Acadêmica Cadê o brincar? busca identificar as características do
brincar de crianças nas idades de 6 e 7 anos, período que é marcado pela
passagem da Educação Infantil para o Ensino Fundamental. Além disso, a
autora Flávia Barros analisa as maneiras que os educadores utilizam os
espaços para o brincar, para encontrar os fatores que delimitam esta
prática.

De acordo com Flávia Cristina, a escolha desta faixa etária deve-se ao
fato de que as instituições de ensino reduzem, cada vez mais, os espaços
que seriam destinados ao brincar. Desta forma, tanto a Educação Infantil
como o Ensino Fundamental trabalham o processo de preparação da criança
para a alfabetização, priorizando o uso do material apostilado de ensino
em detrimento dos espaços destinados ao brincar.

Cadê o brincar? discute as fontes documentais, a história do brincar, a
prática pedagógica de professores, supervisores e coordenadores, além da
escuta de diversas linguagens infantis, oferecendo novas maneiras de ver e
compreender a criança em suas especificidades.

Sobre a autora - Graduada em Pedagogia com habilitação em Educação
Infantil pela Unesp, câmpus de Marília (2003). Especialista em Educação
Inclusiva (Uenp/Fafija), de Jacarezinho, mestre em Psicologia na linha de
Infância e Realidade Brasileira (Unesp/Assis). Suas pesquisas têm como
foco de análise a Educação Infantil na contemporaneidade sendo
estruturadas pela teoria historico-cultural de Vygotsky. Foi integrante
(2004-2007) e pesquisadora do grupo de pesquisa Leitura e Ensino
Uenp/Fafija (Cnpq). É membro do grupo de pesquisa Implicações Pedagógicas
da teoria histórico-cultural (Unesp/Marília) e pertence ao grupo gestor
(inicio das atividades em 2010) do Fórum Paulista em Defesa da Educação
Infantil.

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