Cultura Acadêmica

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10 de março de 2010
RELEASE

Economista estuda as transformações ocorridas no sistema bancário brasileiro na última década
Patrícia Olga Camargo


Na década de 1990, o Brasil passou por várias modificações em seu sistema bancário, reestruturando os padrões de concorrência do setor e dando início ao processo de abertura comercial e financeira. Com essas transformações, diversos bancos estrangeiros aumentaram sua participação no mercado bancário nacional, intensificando processos de fusões e aquisições, tanto por instituições estrangeiras como por instituições nacionais, colaborando para o aumento da concentração bancária. Patrícia Camargo, autora de A evolução recente do setor bancário, lançamento do selo Cultura Acadêmica, explica que a abertura do mercado aos bancos estrangeiros motivou especulações de que a concorrência iria ampliar-se, possibilitando uma maior qualidade e diversificação dos produtos e serviços financeiros, bem como a modernização tecnológica e o aumento na eficiência do sistema. Entretanto, contrariando as expectativas, os bancos adotaram uma postura conservadora em relação aos títulos públicos e, mesmo havendo aumento da atuação de bancos estrangeiros no mercado brasileiro, o sistema financeiro nacional não obteve mudanças significativas. Buscando analisar se essas características do sistema bancário brasileiro ainda prevalecem, A evolução recente do setor bancário estuda as atuais estratégias dos bancos nacionais, comparando-as conforme o tipo de controle, seja público, privado nacional ou privado estrangeiro. A autora verifica as diferenças e semelhanças entre as instituições selecionadas e entre esses tipos de controle, analisando os diversos modos de atuação dos bancos estrangeiros no Brasil e no exterior, e esclarecendo se os últimos adotaram estratégias diferentes de atuação conforme sua localização. Para a realização deste trabalho, foram selecionadas oito maiores instituições por valor de ativos totais, como Banco Central, Caixa Econômica Federal, Itaú, Bradesco, Unibanco, ABN - Amro, Santander e HSBC, no período de 1998, após a entrada de bancos estrangeiros no Brasil, até o 1º semestre de 2008. Sobre a autora - Graduada em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual de Campinas (2005) e mestre em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2009). Atualmente, trabalha como analista no setor de Desenvolvimento Urbano da Caixa Econômica Federal. Tem experiência na área de Economia e atua, principalmente, nas áreas de Sistema Financeiro e Setor Bancário.






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